Silêncio.
Faltavam poucos para a sala estar repleta. O barulho que, de tão ensurdecedor, poderia destabilizar só ajudava à impetuosa calma. Impulsiva. A raiva certamente são se conjugará nunca com a calma, mas conseguem alternar-se! Raiva. Calma. Barulho. Calma.
Silêncio!
Sempre que voltava o silêncio, voltava a frieza. Oca, fria, inflexível, desprotegida, negra, tranquila. Serena. Não será assim que consegues. Exalta-te! Raiva. Raiva! Calma. Barulho.
Silêncio?
Finalmente o silêncio. Expectantes aguardam o abrir dos panos. São tão mesquinhos que nem no forte vermelho reparam, só querem saber o que estará por de trás dos panos.
Vermelho paixão, sangue, forte, forte, forte. Dor. Vermelho dor, e ninguém repara…
BARULHO! Calma.
Se de algo se tratasse perguntar-te-ia: “Quem sou aos teus olhos?”
Queria saber quem sou, aos teus olhos.
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