terça-feira, agosto 30

Sesimbra 2011


Amemos para além do comum e sejamos felizes.
Amemos em rochas altas, em bancos de autocarro, à luz do dia ou ao luar, amemos com um calor imenso ou um frio insuportável, de olhos abertos ou a dormir, de mãos dadas ou com saudade... Amemos tanto quanto queremos, amemos muito e sejamos felizes. 
Criemos enumeras otimas recordações e façamos delas uma constante fonte de vontade para mais. 
Amemos o conceito, amemos quem concretiza o conceito, amemo-nos a nós próprios e façamos por ser amados. 
Deixemo-nos amar... em rochas altas, em bancos de autocarro, à luz do dia ou ao luar, com um calor imenso ou um frio insuportável, de olhos abertos ou a dormir, de mãos dadas ou com saudade...

segunda-feira, agosto 22

HOT


Isto faz de mim mais hetero ou mais bi?
A determinado momento da vida é preciso redefinir o nosso conceito de Amizade e perceber a quem o devemos empregar.
É chato de fazer, mas vale a pena.

domingo, agosto 21

Se queres lavar o Clio e está a chover junta o útil ao agradável.





Day




Que se lixe... Quero, por um dia, deixar de ser menina. Neutralizar a variação de humor/hormonas e afins, eliminar a celulite, diminuir a preocupação com sentimentos passados do namorado, andar sem soutien... Só tenho de escolher o dia.

Tretas

Já conduzi descalça e já amei menos em mais anos. Já conduzo calçada e já amo mais em menos tempo.
Corre tudo sobre rodas...

Sou uma pessoa com muito pouca paciência. Sou uma paciência com muito pouca pessoa.
Pessoa e Paciência ambiciona-se.

Reparei hoje que há dois anos atrás gostava de me sentir sozinha e de fumar. Hoje já só gosto de fumar. 
Também gosto de outras coisas que não faço. Tal como faço coisas de que não gosto.
Isto da paciência...

Não gosto da treta das autoestradas, dão-nos tempo demais para pensar em tudo e mais alguma coisa. É por isso que detesto regressar. É tão melhor ir...


Olá Oliveira, adeus Oliveira.

sexta-feira, agosto 19

Também eu sou um violinista no telhado a "tentar arranhar uma melodia agradável e simples sem partir o pescoço. Não é fácil. Talvez perguntem porque é que ficamos lá em cima se é tão perigoso..."

Coisas do caraças

Talvez fique toda a noite, no terraço, a centenas de km's de distância de casa, a pensar como queria ter-te (sempre) aqui comigo... 

terça-feira, agosto 9

Adios!


;)

Talvez nunca venha a ser uma pessoa triste. Tenho tantos e tão bons momentos para recordar... 
Agora, quando, por algum motivo, fico mais em baixo recorro logo a uma das grandes memórias que irão ficar-me desta queima: os sonoros soluços de João Ricardo dentro da igreja ao lado do Santa Cruz, cedinho, bem cedo, enquanto pessoas tentavam rezar!
Há realmente pessoas que nos dão incontáveis prazeres e alegrias.




sábado, agosto 6

Aos vinte quer-se muito e bom sexo!

14-20

Quando se começa uma relação amorosa aos catorze anos entra-se nela a pés juntos, de para-quedas, a deslizar! Não se tem a mínima ideia do que se quer para uma relação, do que se quer de uma pessoa. É tão simples como experimentares dar uns beijos na boca a um amigo mais próximo e repetir esse ritual um mês, dois meses, um ano, três anos... A verdade é que aos catorze anos nunca se pondera nada sobre nada, por isso é que não sabemos se gostamos da pessoa com quem partilhamos o título de casal, não sabemos de vale a pena continuar com a rotina de dar beijos a uma só pessoa.
Quando se começa uma relação aos vinte anos entra-se quase sempre de gatas ou de beicinho no chão. Não nos deixamos levar pelo amigo mais próximo... Com esta idade já sabemos distinguir um bom amigo para conversar de uma pessoa que queremos amar. Já só levamos a sério quem realmente nos amarra a atenção dos pés à cabeça. 
Apesar de ser aos catorze que mais vezes usamos a palavra Amo-te, só nesta segunda fase é que sabemos amar. E sabemos que amamos...
E sabemos que amamos quando repetidamente nos rimos de uma memória de algo ridículo dito pela outra metade, quando ficamos inertes por sentirmos saudades, quando queremos explicar mil e um sentimentos e não sabemos expressar metade, quando começamos a meter a outra metade nas conversas tidas com outras pessoas...
"Mas o João tem...;o João sabe...; o João diz..."
Quando se entra realmente numa relação aos vinte, entra-se pé ante pé, com passinhos de bebé, à espera que o beicinho com que nos deixaram permaneça tempos e tempos. Queremos amar, queremos ter sempre presente uma recordação que nos derreta num momento de discussão ou nos anime num momento mais triste. Queremos ter ao nosso lado o alguém que corresponda os bons e os maus sentimentos. O alguém que nos abrace a meio da noite sem que esperássemos e faça dela mais uma em que vale a pena adormecer só para se acordar com a sensação que somos amados.
Aos catorze não interessa se vai haver um dia a mais de namoro. Aos vinte quer-se, por tudo, passar mais e mais tempo de mão dada.
Aos vinte quer-se realmente amar e ser amado.

*

quinta-feira, agosto 4

Sobre quem não está registado como leitor

De uma forma ou de outra sempre tive amigos suficientemente inteligentes para conseguirem ter conversas estúpidas comigo. De uma maneira mais simples ou de uma maneira mais complexa sempre tive o à vontade de saber que podia dizer babuseiras, parvoíces, coisas inconcebíveis... Sempre soube que teriam sensatez e capacidade para participarem em conversas destas. 
De uma maneira ou de outra sempre admirei gente que se consegue rir de si próprio. Sempre gostei de gente que consegue ridicularizar uma coisa de forma perspicaz, ter iniciativa de gozar com uma situação, falar...
De uma maneira ou de outra acabo por ter sempre amigos suficientemente estúpidos que não conseguem entrar numa conversa estúpida pura e simplesmente por não terem faculdades intelectuais suficientes para ridicularizar a sua própria falta de argumentação estúpida.
São em situações simples que se percebe como é ténue a linha que distingue um simples estúpido de um estúpido inteligente.
Se eu escolho ter este dois tipos de amigos? Sim. Temos assim a possibilidade (os estúpidos inteligentes) de gozarmos com os outros (só estúpidos) sem que estes últimos se apercebam sequer do que se está a passar.
Amigos, amigos, negócios à parte.

quarta-feira, agosto 3

E é assim quando sentes que alguém te dá a mão para dormir toda a noite a teu lado.

Como saber?

 
"chega enfim o momento em que pressentimos que nos faltaria se não viesse"
 
É preciso aprender a Amar
 
        Que se passa para nós no domínio musical? Devemos em primeiro lugar aprender a ouvir um motivo, uma ária, de uma maneira geral, a percebê-lo, a distingui-lo, a limitá-lo e isolá-lo na sua vida própria; devemos em seguida fazer um esforço de boa vontade — para o suportar, mau-grado a sua novidade — para admitir o seu aspecto, a sua expressão fisionómica — e de caridade — para tolerar a sua estranheza; chega enfim o momento em que já estamos afeitos, em que o esperamos, em que pressentimos que nos faltaria se não viesse; a partir de então continua sem cessar a exercer sobre nós a sua pressão e o seu encanto e, entretanto, tornamo-nos os seus humildes adoradores, os seus fiéis encantados que não pedem mais nada ao mundo, senão ele, ainda ele, sempre ele.
Não sucede assim só com a música: foi da mesma maneira que aprendemos a amar tudo o que amamos. A nossa boa vontade, a nossa paciência, a nossa equanimidade, a nossa suavidade com as coisas que nos são novas acabam sempre por ser pagas, porque as coisas, pouco a pouco, se despojam para nós do seu véu e apresentam-se a nossos olhos como indizíveis belezas: é o agradecimento da nossa hospitalidade. Quem se ama a si próprio aprende a fazê-lo seguindo um caminho idêntico: existe apenas esse. O amor também deve ser aprendido."


Friedrich Nietzsche, in "A Gaia Ciência"

terça-feira, agosto 2

Sabes o que combina comigo?

 "Perdido seja para nós aquele dia em que não se dançou nem uma vez! E falsa seja para nós toda a verdade que não tenha sido acompanhada por uma gargalhada!"

Nietzsche
Sinto-me um corpo despido e gelado quando tenho de adormecer sozinha. Nada mais, nada menos.
Talvez todos os gelados precisem mesmo de umas gotas de cachaça. De quando a quando.