Quando, no fim, me perguntarem se todos os minutos valeram a pena, eu vou poder responder que sim.
Coimbra tem a particularidade de deixar que tudo possa acontecer numa noite. Coimbra, como a vida, ensina-nos a duvidarmos de tudo exceto de nós próprios.
Coimbra, como a vida, ensina-nos a chorar de saudade, a gargalhar de felicidade, a tremer de medo, a sussurrar de prazer, a corar de vergonha, a soluçar de tanto álcool...
Coimbra ensina-nos que quase nunca conhecemos as pessoas certas na altura certa, e quando acontece vamos arranjar maneira de estragar o acertado que encontrámos. Aprendemos a ficar calados quando queremos berrar, aprendemos a gritar quando devíamos estar calados, aprendemos a respeitar apenas o nosso eu. Conseguimos desrespeitar tudo à nossa volta, mas nunca deixamos de nos respeitar a nós próprios.
Coimbra ensina-nos a sermos nós. Ensina-nos a fazer o que de melhor temos para nos dar a nós próprios, mas ensina-nos também a tirar o que de pior temos.
Coimbra, a vida ,faz-me querer repetir todos os minutos aqui ganhos. Faz-me querer, com todas as forças, que tudo se voltasse a repetir.
Se eu me arrependo de alguma coisa? Não.
Sem comentários:
Enviar um comentário