Que o Angélico tenha morrido, que o Chavez esteja debilitado, que outro ilustre desconhecido tenha sido julgado com anos e anos de prisão, tanto me dá como se me deu... A sério. Não me choca a dinâmica da vida, é coisa que já aceitei há algumas carradas de pedaladas atrás.
Outra coisa que já não me causa azia é a cruel ideia de o amor não ser só rosas. Se o amor devia ser só rosas? Devia. Se eu teria e queria mais amor se ele fosse feito só de rosas? Opah, com toda a certeza! Mas não o é... E quando assim é há que lhe dar um toque de fragrância extra. Não proponho que despejem metade de um frasco para cima do amor, claro, sugiro apenas que lhe dêem um toque a mais.
Mostrar que afinal cheira a amor, que as rosas não são inodoras, nem os narizes imunes a elas é preciso de quê a quê na corrida onde não há combustível fóssil, só pés para pedalar. Mas atenção... parece-me crucial, e certamente concordarão comigo, que não hajam quedas pelo meio. Quedas que vão fazer perder tempo, sangue, serenidade... Quedas que não vão fazer valer a pena o toque extra da fragrância. E podia eu dar-vos mil e um exemplos de quedas, mas bastarei-me com um: se já se conhece o percurso da prova, se já sabemos que a nossa bicicleta fura sempre a roda no mesmo buraco que, espantosamente, está sempre ao mesmo km, então porque é que não começamos a desviar-nos do caralho do buraco? A forma mais simples de resolver um ciume foi sempre parar de ter comportamentos que geram o ciume. Caso queiramos continuar inteiros e não ficar para o fim da corrida... Como vós, inteligentes e astutos leitores, conseguirão entender.
E é assim, não adianta fazer uma prova fantástica dia após dia se chegados àquele buraco se for cair e esfolar mais uma vez o joelho!
Ainda assim continuo a querer estar ao teu lado todos os minutos e ver-te desejar o mesmo.
<3
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