sexta-feira, maio 20

Informações

Não será esta mais uma informação que relevará para a vossa felicidade futura. Convenhamos que ninguém por aqui passa em busca de amor, felicidade, apaziguamento, carícias, respeito, explicações e demais confortos à alma. Se formos concisos, perspicazes, diretos e com tomates suficientes para o admitir, facilmente afirmamos (caso não te enquadres nos requisitos supra-mencionados desiste de ler todo o restante post) que passamos nos blogs uns dos outros apenas e só para ver quem anda pior do intelecto. Pois bem, deixai-me não vos fazer a vontade... 
Antes demais convém ressalvar que, propositadamente, acabei de excluir 75% dos eventuais leitores do blog. 
Adiante.

Demasiado tarde ou demasiado cedo foram, sempre, períodos do dia que me despertaram breves e pouco lúcidos momentos de construção frásica prontinha para gravar no ecrã do seu computador. Analisado à risca, é enquanto tento adormecer e quando volto, à noite, sozinha para casa que vislumbro, ainda que baço, turvo, saltitante e repentino, o meu estado psicológico momentâneo. Acontece quando estás sozinho e não tens nada que te preocupe. Assim o fazia: ideia, nevoeiro, ping, tum, casa, blog, post.
Resultava. Parecendo que não (e tu que tens tomates, és conciso, perspicaz e direto  conseguirás perceber isso) até resultava. Era efetivamente o que escrevia que se passava cá por estes lados. 

Acontece que já não volto sozinha para casa e, enquanto tento dormir, a maior parte das vezes, aproveito o tempo para me deliciar com apertos de mão enternecedores ou narizes deliciosamente encostados ao meu pescoço. Verifica-se, então, uma já constante incapacidade para chegar a esta modesta (gira e tão bem visitada) casa e escrever aquilo que pelos fuscos olhos tinha passado. 
Há algum tempo que não paro para pensar. Assim que me sento da forma mais confortável que conheço, no espaço que já tão familiar me é, envolvo-me em tons azuis e deleito-me com todas a sinestesia que daí retiro. 
Não o faço propositadamente. Enquanto estou fisicamente acompanhada não consigo conceber uma tese concreta sobre o meu estado de espírito trimestral. Quando estou só, sem ti, a única coisa que consigo fazer é fechar os olhos e deixar-me envolver pelos teus tons, pelos sabores... 
É realmente  perturbador estar apaixonada. Sim, dilata-nos as veias, mas bloqueia-nos o raciocínio!

Não apresento aceitável solução. Limito-me a decidir, vezes e vezes, entrar em equilíbrio e saber gerir coisas compatíveis. 
Difícil.
Sou, há tempos, uma qualquer coisa, que vossas férteis cabeças consigam conceitualizar, que consegue levitar agarrada ao fumo de um cigarro ou com um bater de asas de alguma borboleta de um qualquer estado longínquo. 

Se é bom? 
É otimo!

2 comentários:

  1. O que me ficou disto foi: Então mas ainda não deixaste de fumar?!

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  2. Já. Quis foi dizer que me sinto capaz de flutuar em cima de uma bola de fumo ou de uma nuvem... Ou até mesmo de uma pétala de rosa!

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