À noite (quase sempre à noite. Noites.) instalam-se a meu lado os fantasmas que não quero ver. Virados ou não de cara para mim. De mão dada ou não toda a noite. Mas partilham a minha cama. Comigo. E que hei-de fazer-lhes? Não adianta fechar-lhes os olhos, a presença é forte de mais para desaparecer como a luz do candeeiro do tecto.
Torna-se demasiado complicado aprender agora o que devia ser ensinado, desde sempre, a todos. Ou só a mim.
Sabem o banho gelado que tomava a pobre criança dos Maias? Fazia-lhe bem, diziam.
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